Raízes dos Orixás:
Ibeji                                  


                                                                                                     ORIXÁ IBEJI
         
              
 
DIA DA SEMANA: domingo;   CORES: rosa, branco;   SÍMBOLOS: 2 bonecos gêmeos, 2 cabacinhas, brinquedos;   ELEMENTO: ar;

PLANTAS: jasmim, maçã, alecrim, rosa;   ANIMAIS: passarinhos;   METAL: estanho;   COMIDA: cocada, balas, frutas doces, etc.;

BEBIDA: guaraná, suco de frutas;   SINCRETISMO: Santos Cosme e Damião (27. 9);   DOMÍNIOS: parto, infância e amor (união);

O QUE FAZ: Ajuda a resolver problemas de crianças, dá harmonia na família, facilita uniões;   QUEM É: Orixá duplo da infância e da
alegria;


CARACTERÍSTICAS:
alegre, otimista, brincalhão, esperto, trabalhador, imaturo, birrento, voraz;   QUIZÍLIA: morte, assobio;

SAUDAÇÃO: Oní Beijada!   ONDE RECEBE OFERENDAS: jardins;   RISCOS DE SAÚDE: alergias, anginas, problemas de nariz, raquitismo,
acidentes;

PRESENTES PREDILETOS: brinquedos, balas, doces, guaraná;


OBSERVAÇÃO: A Beijada é a falange das crianças, dos espíritos infantis dentro da Umbanda.


LENDAS:

(1) Iansã e Xangô tiveram dois filhos gêmeos.  Só que, quando eles ainda eram pequenos, houve uma epidemia que matou muitas
crianças do povo, e um dos gêmeos morreu.  Os pais ficaram desesperados e Iansã, como é amiga dos Eguns, resolveu pedir sua
ajuda.

     Esculpiu um boneco de madeira igual ao filho que havia morrido, vestiu-o e enfeitou-o como se fosse para uma festa e colocou-o no
lugar de honra da casa. Todos os dias ela colocava uma oferenda aos pés da imagem e conversava com ela como se fosse seu filho
vivo.  Comovidos com seu amor pela criança, os Orixás fizeram a estátua viver e Iansã voltou a ter seus dois filhos
 

(2) Existiam num reino dois pequenos príncipes gêmeos que traziam sorte a todos.  Os problemas mais difíceis eram resolvidos por
eles; em troca, pediam doces balas e brinquedos.  Esses meninos faziam muitas traquinagens e, um dia, brincando próximos a uma
cachoeira, um deles caiu no rio e morreu afogado.

     Todos do reino ficaram muito tristes pela morte do príncipe.  O gêmeo que sobreviveu não tinha mais vontade de comer e vivia
chorando de saudades do seu irmão, pedia sempre a orumilá que o levasse para perto do irmão.  Sensibilizado pelo pedido, orumilá
resolveu levá-lo para se encontrar com o irmão no céu, deixando na terra duas imagens de barro.  Desde então, todos que precisam de
ajuda deixam oferendas aos pés dessas imagens para ter seus pedidos atendidos.